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quarta-feira, 7 de março de 2012

Pronome

Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa que substitui ou acompanha o nome, indicando-o como pessoa do discurso. Quando o pronomesubstituir um substantivo, será denominado pronome substantivo; quando acompanhar um substantivo, será denominado pronome adjetivo. Por exemplo, na frase Aqueles garotos estudam bastante;eles serão aprovados com louvor. Aqueles é um pronome adjetivo, pois acompanha o substantivo garotos e eles é um pronome substantivo, pois substitui o mesmo substantivo.

a) Pronomes adjetivos - quando acompanham um substantivo:    
Meus amigos adoram esta casa.

b) Pronomes substantivos - quando representam um substantivo:
Alguns se julgam melhores que outros.

Classificação dos pronomes

Pronomes pessoais

Estes dividem-se em:
  1. Pronomes pessoais do caso reto:
    Singular:
    1ª pessoa - eu
    2ª pessoa - tu
    3ª pessoa - ele/ela

    Plural:
    1ª pessoa -nós
    2ª pessoa - vós
    3ª pessoa - eles/elas
  2. Pronomes pessoais do caso oblíquo:
    Os quais se subdividem-se em:
    - Átonos: grafados sem preposição. São eles:
    Singular:
    1ª pessoa - me
    2ª pessoa - te
    3ª pessoa - lhe/ o/ a/ se

    Plural:
    1ª pessoa - nos
    2ª pessoa - vos
    3ª pessoa - lhes/ os/ as/ se

    - Tônicos: grafados com preposição. São eles:
    Singular:
    1ª pessoa - mim
    2ª pessoa - ti
    3ª pessoa - ele, ela, si

    Plural:
    1ª pessoa - nós
    2ª pessoa - vós
    3ª pessoa - eles, elas, si
  3. Pronomes de tratamento e reverência:
    Também chamados de formas pronominais. Há duas formas de tratamento indireto de 2ª pessoa, mas que levam o verbo para a 3ª pessoa:
    Você, vocês (tratamento familiar)
    o Senhor, a Senhora (tratamento cerimonioso)
  4. Formas de reverência:
    Formas não muito usuais, que considera a importância da posição que a pessoa ocupa:
    V.A. (Vossa Alteza) para príncipes e duques.
    V.Em.ª (Vossa Eminência) para cardeais.
    V.Ex.ª (Vossa Excelência) para ministros, altas patentes militares, presidente da república, bispos, arcebispos e pessoas de alta categoria)
    V.M. (Vossa Majestade) para reis, imperadores.
    V. Rev.ma (Vossa Reverendíssima)
    V.Sª (Vossa Senhoria) para pessoas de cerimônica, oficiais até coronel, funcionários graduados.
    Vossa Magnificência para reitores de universidade.
    Vossa Onipotência para Deus.

Pronomes possessivos

Indicam posse em relação às pessoas do discurso:
Meu, teu, seu, nosso, vosso e flexões.
nota:
1. Esses pronomes, numa frase, quando estão juntos a um nome, chamam-se 'pronomes possessivos adjetivos':
'Meu irmão compartilha comigo meus segredos.'
'Meus cadernos são guardados na minha estante.'
'As minhas anotações serviram para o roteiro de prova do professor.
2. Quando estão sozinhos e referenciados anteriormente, chamam-se 'pronomes possessivos substantivos':
Este é o meu irmão, aquele é o seu.
Falei para o professor que aquela era a minha referência, mas ele insistiu que era a dele.

Pronomes demonstrativos

São variáveis:
este, esta, esse, essa, aquele, aquela e flexões.
Invariáveis:
isto, isso, aquilo -

Pronomes indefinidos

Possuem ideia vaga, sentido vago:
Nenhum voltou para dizer como foi a viagem.
Poucos ficaram.
Tudo ocorreu.
Alguém saiu.
São variáveis:
algum, alguma, nenhum, nenhuma, todo, toda, outro, outra, muito, muita, pouco, pouca, certo, certa, vário, vária, tanto, tanta, quanto, quanta, qualquer e flexões.
São invariáveis:
alguém, ninguém, tudo, outrem, nada, cada, algo.

Pronomes relativos

Variáveis:
o qual, a qual, cujo, cuja, quanto, quanta e suas flexões.
Invariáveis:
que, quem, onde.

Pronomes interrogativos

Os pronomes interrogativos introduzem frases interrogativas diretas ou não: Quem saiu?
Nada ocorreu?
Que, o que, qual, quanto e flexões e quem.


 http://www.lpeu.com.br/a/Falando-sobre-pronomes.html

segunda-feira, 5 de março de 2012

Emprego do h Emprego do H


é uma letra que se mantém em algumas palavras em decorrência da etimologia ou da tradição escrita do nosso idioma. Algumas regras, quanto ao seu emprego devem ser observadas:

a) Emprega-se o h quando a etimologia ou a tradição escrita do nosso idioma assim determina.
     homem, higiene, honra, hoje, herói.

b) Emprega-se o no final de algumas interjeições. 
      Oh! Ah!

c) No interior dos vocábulos não se usa h, exceto:
- nos vocábulos compostos em que o segundo elemento com h se une por hífen ao primeiro. 
     super-homem, pré-história.

- quando ele faz parte dos dígrafos ch, lh, nh.
    Passarinho, palha, chuva.




http://www.brasilescola.com/gramatica/ortografia.htm





Emprego de G / J

Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem da palavra. Veja os exemplos:
    gesso: Origina-se do grego gypsos jipe: Origina-se do inglês jeep.
  
Emprega-se o G:
    1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem
      Exemplos:  barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem
      Exceção: pajem
    2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio
      Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio
    3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g
      Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem), vertiginoso (de vertigem)
    4) Nos seguintes vocábulos:
      algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem.
    Emprega-se o J:
      1)  Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear
        Exemplos:
        arranjar: arranjo, arranje, arranjem despejar:despejo, despeje, despejem gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando enferrujar: enferruje, enferrujem viajar: viajo, viaje, viajem
      2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica
        Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji
      3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j
      Exemplos:
        laranja- laranjeiraloja- lojistalisonja - lisonjeadornojo- nojeira
        cereja- cerejeiravarejo- varejistarijo- enrijecerjeito- ajeitar
      4) Nos seguintes vocábulos:
        berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje, traje, pegajento
http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/fono17.php

Emprego de S / Sc

    Emprega-se o S:
    Nos substantivos derivados de verbos terminados em "andir","ender",   "verter" e "pelir"
    Exemplos:
      expandir- expansãopretender- pretensãoverter- versãoexpelir- expulsão
      estender- extensãosuspender- suspensãoconverter - conversãorepelir- repulsão
    Emprega-se Sc:
    Nos termos eruditos
    Exemplos:
      acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc.

Emprego de X e Ch

* depois de ditongo 

Baixo, ameixa, caixa, peixe, eixo, baixela, encaixe. 

* em algumas palavras, tais como: 

Bexiga, lixeira, lixo, xingar. 

* nas palavras de origem africana ou indígena: 

Abacaxi, Xingu, caxumba, Xavante, etc.

* depois das sílabas “me” e “en”. 

enxugamento, enxada, enxergar, enxame, enxugar, enxuto, enxurrada, enxoval, enxaqueca, enxotar, mexerica, México, mexer, mexilhão, mexerico, mexicano. 

Mas existem algumas exceções, por exemplo, nas palavras encher, enchiqueirar, encharcar, apesar de iniciarem com a sílaba en, são grafadas com "ch", porque são palavras formadas pelo prefixo en + o radical de palavras que tenham o ch. 


Exemplo: encher: prefixo en + radical de cheio. 

Na regra da sílaba "me", também existe uma exceção, é o substantivo "mecha"; é diferente da forma verbal "mexa" do verbo mexer que deve ser grafada com x. 



http://www.colegioweb.com.br/portugues/emprego-de-x-e-ch.html

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Interjeição

Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que, para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas mais elaboradas. Observe o exemplo:

Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua raiva se traduz numa palavra: Droga!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por outro lado, são uma espécie de "palavra-frase", ou seja, há uma ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras - locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma sentença. Veja os exemplos:
  1. Bravo! Bis!
    bravo e bis: interjeição
    sentença (sugestão): "Foi muito bom! Repitam!"
  2. Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
    ai: interjeição
    sentença (sugestão): "Isso está doendo!" ou "Estou com dor!"
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, um estado da alma decorrente de uma situação particular, um momento ou um contexto específico.
Exemplos:
  1. Ah, como eu queria voltar a ser criança!
    ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
  2. Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
    hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
O significado das interjeições está vinculado à maneira como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de enunciação.
Exemplos:
  1. Psiu!
    contexto: alguém pronunciando essa expressão na rua
    significado da interjeição (sugestão): "Estou te chamando! Ei, espere!"
  2. Psiu!
    contexto: alguém pronunciando essa expressão em um hospital
    significado da interjeição (sugestão): "Por favor, faça silêncio!"
  3. Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
    puxa: interjeição
    tom da fala: euforia
  4. Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
    puxa: interjeição
    tom da fala: decepção
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:


- a) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, tristeza, dor, etc.Por exemplo:Você faz o que no Brasil?-Eu? Eu negocio com madeiras.
-Ah, deve ser muito interessante.

b) Sintetizar uma frase apelativa
Por exemplo:

Cuidado! Saia da minha frente.
As interjeições podem ser formadas por:
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora bolas!
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que uma interjeição tenha mais de um sentido.
Por exemplo:

Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)

http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf89.php

Conjunção

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

Dividem-se em:

- ADITIVAS: expressam a idéia de adição, soma.
Observe os exemplos:
- Ela foi ao cinema e ao teatro.
- Minha amiga é dona-de-casa e professora.
- Eu reuni a família e preparei uma surpresa.
- Ele não só emprestou o joguinho como também me ensinou a jogar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só…mas também, não só…como também.

ADVERSATIVAS
Expressam idéias contrárias, de oposição, de compensação. Exemplos:
- Tentei chegar na hora, porém me atrasei.
- Ela trabalha muito mas ganha pouco.
- Não ganhei o prêmio, no entanto dei o melhor de mim.
- Não vi meu sobrinho crescer, no entanto está um homem.
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto.

ALTERNATIVAS
Expressam idéia de alternância.
- Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
- Minha cachorra ora late ora dorme.
- Vou ao cinema quer faça sol quer chova.
Principais conjunções alternativas: Ou…ou, ora…ora, quer…quer, já…já.

CONCLUSIVAS
Servem para dar conclusões às orações. Exemplos:
- Estudei muito por isso mereço passar.
- Estava preparada para a prova, portanto não fiquei nervosa.
- Você me ajudou muito; terá, pois sempre a minha gratidão.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.

EXPLICATIVAS
Explicam, dão um motivo ou razão:
- É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
- Não demore, que o seu programa favorito vai começar.
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.

CLASSIFICAÇÃO DAS CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
CAUSAIS

Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como (= porque). Exemplos:
- Não pude comprar o CD porque estava em falta.
- Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
- Como não sabe dirigir, vendeu o carro que ganhou no sorteio.

COMPARATIVAS
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão…como, mais…do que, menos…do que.
- Ela fala mais que um papagaio.

CONCESSIVAS
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato inesperado.Traz em si uma idéia de “apesar de”.
- Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar cansada)
- Apesar de ter chovido fui ao cinema.

CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo, conforme, consoante
- Cada um colhe conforme semeia.
- Segundo me disseram a casa é esta.
Expressam uma idéia de acordo, concordância, conformidade.

CONSECUTIVAS
Expressam uma idéia de conseqüência.
Principais conjunções consecutivas: que ( após “tal”, “tanto”, “tão”, “tamanho”).
- Falou tanto que ficou rouco.
- Estava tão feliz que desmaiou.

FINAIS
expressam idéia de finalidade, objetivo.
- Todos trabalham para que possam sobreviver.
- Viemos aqui para que vocês ficassem felizes.
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque (=para que),

PROPORCIONAIS
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto mais, ao passo que, à proporção que.
- À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
- Quanto mais ela estudava, mais feliz seus pais ficavam.

TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo que.
- Quando eu sair, vou passar na locadora.
- Chegamos em casa assim que começou a chover.
- Mal chegamos e a chuva desabou.
Obs: Mal é conjunção subordinativa temporal quando equivale a “logo que”.
O conjunto de duas ou mais palavras com valor de conjunção chama-se locução conjuntiva.
Exemplos: ainda que, se bem que, visto que, contanto que, à proporção que.
Algumas pessoas confundem as circunstâncias de causa e conseqüência. Realmente, às vezes, fica difícil diferenciá-las.
Observe os exemplos:
- Correram tanto, que ficaram cansados.
“Que ficaram cansados” aconteceu depois deles terem corrido, logo é uma conseqüência.
Ficaram cansados porque correram muito.
“Porque correram muito” aconteceu antes deles ficarem cansados, logo é uma causa.

http://www.infoescola.com/portugues/conjuncao-coordenativa/